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  "writing": "Autor: Gabriel B. de Carvalho (Frame9000).\n\nHistoria 100% escrita por um brasileiro.\n\nPREFACIO\n\nMeu nome e Marcelo, sou um fotografo apaixonado pela fauna brasileira. Sou formado em zoologia e sempre estou a procura de animais nas matas e florestas para estudar e registrar seus comportamentos. Sempre escuto lendas dos nativos da regiao sobre espiritos e animais que sao magicos, que podem fazer mal a forasteiros como eu, mas nunca deixei essas lendas sobreporem a minha razao. Ate que num certo dia... uma das lendas... mudou para sempre o meu modo de vida, ate... meu amor pelo meu trabalho.\n\n_____________________________________________________________________________\n\n13 de agosto de 2015\n\nDurante minhas investigacoes, eu consegui cruzar informacoes sobre um pequeno vilarejo que fica perto do Rio Amazonas, sobre uma especie de raposa que nunca foi catalogada ate hoje. Os Indios parecem temer bastante essa especie, pois eles se referem a ela como ``A bruxa dos portais'', eles falam que todos na regiao sao instruidos a nunca chegar perto dela, onde de acordo com os caciques das tribos, ``A bruxa'' costuma aparecer quando suas vitimas estao sozinhas e desaparece com seu corpo, onde a vitima nunca mais e vista.\n\nIsso ja era motivo o suficiente para abrir uma investigacao, tanto que enquanto escrevo no meu caderno de anotacoes, estou num aviao pequeno a caminho da Amazonia, ``O berco da Biodiversidade''.\n\nChegando no aeroporto local, eu ja podia perceber... um certo abandono pelo governo local. Nao tinha placas sinalizando os lugares e a falta de pessoas para poder pedir informacoes dificultou muito o meu trajeto. Ate que depois de andar um pouco aos arredores, achei um pequeno bar com varios homens bebendo, eram homens com roupas de caca e fardas do exercito brasileiro. Eu estava com sede e pedi para que o barman me trouxesse uma lata de cerveja, como era de se esperar, a bebida estava quente porque o congelador nao estava funcionando direito. Eu abri meu mapa sobre a mesa e comecei a procurar onde eu deveria marcar o caminho ate a vila, ate que der repente um homem velho com roupa de cacador sentou do meu lado.\n\n- Precisando de ajuda?\n\n- Talvez... Senhor...\n\n- Me chame de Coronel.\n\n- Prazer Coronel. Eu me chamo Marcelo.\n\n- Estou vendo que esta tendo problemas com a bussola.\n\n- Sim... eu estou tentando chegar nesse lugar aqui do mapa (apontei meu dedo no mapa).\n\nO velho ja comecou a me olhar diferente nesse momento.\n\n- Serio? Voce quer mesmo ir para esse lugar?\n\n- Porque a preocupacao?\n\n- Nah, nao estou preocupado com voce. E sim comigo.\n\n- Como assim?\n\n- Esse lugar onde voce quer ir, vive um povo muito estranho e esquisito. Nao gosto deles.\n\n- Eu preciso chegar la, por causa da pesquisa que estou fazendo.\n\n- Olha, amigo. Nao tem ninguem aqui com coragem para te levar ate la. Apenas eu conheco o caminho...e claro... se voce quiser tanto chegar la... podemos fazer... negocios.\n\n- Certo... Quanto o senhor cobra para me levar e trazer de volta?\n\n- Nao vamos falar de valores aqui. Esta vendo aquela caminhonete? Venha comigo e discutiremos os termos do acordo.\n\n- Certo.\n\nEu fui com o coronel ate a caminhonete dele. Chegando ate la, comecamos a discutir o acordo.\n\n- Essa area onde voce quer ir, e muito isolada, perigosa a noite e a cidade mais proxima fica a quilometros de distancia. Entao vai ser assim: Hoje, eu vou levar voce ate la antes do entardecer e amanha volto para te buscar pela manha. Tudo, ida e volta ficarao por R$ 10.000.\n\n- O que? R$ 10.000? Mas e muita coisa Coronel!\n\n- Como eu disse, sou o unico da area que faz esse trajeto. Voce escolhe amigo.\n\nEu achei aquilo uma exploracao, ele estava se aproveitando da precariedade para lucrar em cima de mim. Mas... se eu conseguir comprovar a existencia da raposa, vou recuperar tudo que gastei ate agora e ate posso ser chamado para entrevistas, ganhar um premio da academia de zoologia, ate mesmo financiamentos para novas pesquisas. Entao... acho que vale a pena o risco.\n\n- Fechado.\n\nAbri a minha bolsa de viagem e entreguei ao coronel quase todo dinheiro que eu tinha. O pior, foi ter que esperar o coronel contar as notas e ver se alguma era ``falsa''.\n\n- Tudo certo. Entao, vamos nessa.\n\nSegui viagem com o coronel. No caminho, ele foi me dando avisos sobre os animais da area e os perigos que devo evitar. A viagem foi tao longa que acabei dormindo um pouco.\n\n- Ei! Marcelo!\n\nEra o coronel me chamando.\n\n- Chegamos. Agora, pegue suas coisas, siga em frente ate o final dessa trilha e amanha esteja aqui me esperando, se voce nao estiver aqui, eu vou embora sem voce. Entendeu?\n\n- Sim Senhor.\n\nO coronel deu meia volta com o carro e foi embora me deixando sozinho numa estrada cheia de grama que quase nao dava para ver as marcas de pneus e cercada por uma densa floresta.\n\nAbri minha mochila e tratei de pegar minha camera fotografica para registrar as especies de animais que eu fosse encontrando no caminho.\n\nPassei boa parte do meu tempo caminhando pelas beiradas da floresta e as vezes eu entrava um pouco mais a fundo na esperanca de fotografar animais. Acabou que nessa brincadeira, eu consegui registrar varias especies de aves, mamiferos, repteis e insetos ja conhecidos e catalogados. \n\nApesar de ainda nao ter encontrado o que eu procurava, eu estava feliz de estar andando num lugar que ``ainda'' nao foi destruido pelo homem. Era muito bom sentir o cheiro de plantas no lugar daquela fumaca de poluicao da cidade e tambem o barulho das aves cantando era mais suave e toleravel do que daquele barulho enlouquecedor do transito e poluicao sonora dos grandes centros urbanos. \n\nMuitas vezes ja pensei em me mudar para um lugar mais tranquilo, mas nao era tao simples assim... eu queria largar tudo, deixar tudo para tras para ter uma vida mais pacata e anonima, mas parece que isso e praticamente impossivel nos tempos de hoje, pois o ``homem'' esta cada vez mais dominando todos os pedacinhos de terra dos continentes e esta ficando cada vez mais dificil controlar o crescimento populacional. \n\nEsse e um dos motivos porque eu quis ser fotografo, para fugir dessas coisas que me desagradam e me aproximar cada vez mais dos animais.\n\nJa estava anoitecendo e eu ainda caminhava pela estrada sem encontrar a tribo que era a unica que ainda vivia nessa area da floresta. Houve um momento que... eu percebi que a floresta estava muito silenciosa, era estranho porque antes tinha animais fazendo barulho.\n\nQuando decidi parar de andar e olhar o mapa, percebi que a distancia que eu percorri, nao batia com a informacao do mapa, a impressao que senti... era que eu nao estava saindo do lugar.\n\nContinuei andando ate anoitecer, acabou que eu so tinha a luz da minha lanterna para me guiar pelo caminho, pois para minha ``sorte'' a lua estava coberta justamente quando eu mais precisava da luz dela.\n\nRepentinamente, comeco a ouvir barulho de galhos sendo quebrados. Eu ja imaginava que pudesse ser uma Onca-pintada, pois elas costumam cacar a noite. Eu comecei a ver o brilho de 2 olhos dentro na floresta, apontei a lanterna para espantar o animal, mas o efeito foi o inverso do que eu esperava. A Onca deu um rugido de que atacaria e comecou a correr na minha direcao, eu sai correndo desesperado pela estrada gritando por ajuda, apesar de saber que essa minha atitude era errada pelas coisas que aprendi. Chegou num ponto que eu tropecei no chao e cai de jeito que torci o pe, impossibilitando de correr. A Onca comecou a se aproximar de mim e eu tentava me afastar dela me arrastando para tras, mas nao teve muito efeito, pois a onca se preparou para me atacar, nesse momento fechei os olhos pois sabia que aquele seria meu fim. Do nada, escuto um barulho peculiar de algo que foi arremessado contra o chao, quando abri os olhos, vi que era uma lanca que tentaram arremessar na onca, a onca andou para tras para nao ser acertada, mas depois ela deu meia volta e foi embora. Eu perdi a consciencia naquele momento, pois minha agua tinha acabado e eu estava andando varias horas sem parar.\n\nEnquanto eu estava recobrando a consciencia, eu conseguia ouvir algumas vozes. ``Achamos um homem branco!'', ``Temos que mata-lo!'', ``Ele nao deveria estar aqui, sera nosso fim.''.\n\nQuando comecei a abri os olhos, eu estava deitado no chao e tinha um indio apontando uma lanca para meu rosto.\n\n- Quem e voce?\n\n- Tenho sede, pode-\n\n- PERGUNTEI QUEM E VOCE?\n\n- MEU NOME E MARCELO! SOU FOTOGRAFO E ZOOLOGO!\n\n- O QUE VOCE QUER NAS NOSSAS TERRAS FORASTEIRO?\n\n- NADA! EU APENAS ESTOU ESTUDANDO A LENDA QUE OS NATIVOS FALAM!\n\n- ...Que lenda?\n\n- ``A bruxa''. Eu estou aqui para investigar essa lenda tao temida por voces.\n\n- Entao... voce quase morreu na floresta so para saber se ``A bruxa'' existe?\n\n- Sim...\n\n- Certo... Vou pegar um pouco de agua para voce.\n\nO indio pegou uma vasilha de madeira com agua e me deu para beber. Eu nunca valorizei tanto a agua na minha vida nesse momento. Terminei bebendo toda a agua da vasilha.\n\n- Obrigado.\n\n- Nao somos tao ``selvagens'' como seu povo costuma dizer.\n\n- Desculpe por isso, mas sou diferente deles.\n\n- Diferente como? Voce e branco, veste roupas, usa invencoes de brancos e veio da cidade. Em que categoria de ``branco'' voce nao se encaixa?\n\n- Eu nao sou a parte do meu ``povo'' que invadiu suas terras e fez todo tipo de atrocidade que queriam. Eu defendo a paz, nao o conflito.\n\n- Como vou saber que voce nao e outro mercenario querendo roubar nossas terras?\n\n- Se eu fosse um deles... voces nao estariam vivos... Nao acredita? Olhe a minha mochila! Tem documentos que comprovam o que estou dizendo!\n\nO indio pegou minha mochila e comecou a revirar ela olhando as minhas anotacoes.\n\n- Aparentemente, voce parece estar dizendo a verdade.\n\n- Mas eu estou!\n\n- Isso quem vai decidir e o lider da tribo. Verdade ou nao, voce nao pode ficar aqui. Amanha quando clarear, alguns dos meus homens vao levar voce de volta para a estrada.\n\n- Espere! Eu nao posso ir embora sem antes investigar a veracidade da lenda! E o trabalho da minha vida e joguei tudo fora pela verdade!\n\n- Voce nao sabe o que esta fazendo. Desde que ``A bruxa'' apareceu, muitos homens meus morreram tentando matar ela. Desde entao, o lider proibiu todos da tribo de passar pelo caminho onde ela espreita.\n\n- Voce nao pode nem pelo menos confirmar a aparencia dela? Ela se assemelha a uma raposa?\n\n- Basta! Eu sou o unico que esta aturando voce falar, voce sabia que a sua presenca aqui deixou todos da minha tribo assustados? Alguns queriam matar voce e eu nao deixei por clemencia a sua vida. E agora... o unico gesto que espero de voce e a decencia de ir embora amanha com suas coisas e nunca mais voltar.\n\n- Mas...\n\nNaquele momento, ele apontou a lanca para mim.\n\n- Se meus homens pegarem voce andando fora dessa tenda, nao poderei fazer nada para impedi-los de matar voce. A menos... que voce queira morrer.\n\nFiquei em silencio contra minha vontade nesse momento.\n\n- Agora branco, coma algumas coisas que deixei para voce passar a noite e durma, pois, amanha voce sera expulso dessa tribo e NUNCA, NUNCA MAIS, voce vai voltar. Estamos entendidos?\n\n- Sim...\n\nNaquele momento, o indio deixou a tenda e eu fiquei sozinho.\n\nEu nao conseguia entender porque eles tem tanto receio de que eu investigue a veracidade da lenda. Porque quem estaria arriscando a vida era eu e eu nao faco parte do ``povo'' dele.\n\nDurante a noite, passei o tempo escrevendo no meu caderno de anotacoes o que eu descobri ate agora... que foi pouco ou nada... com o tempo, acabei dormindo.\n\nNao tinha amanhecido ainda, mas fui acordado pelo mesmo indio que tinha me interrogado.\n\n- Nao faca perguntas e nenhum barulho. Apenas me siga em silencio.\n\nPeguei minha mochila e fui com ele para fora da tenda. Andando pela tribo, eu percebi que todos ainda estavam dormindo e nao vi outros indios pelo caminho.\n\nEntramos na mata e continuamos caminhando ate que o indio comecou a falar comigo.\n\n- Voce disse que quer investigar ``A bruxa''. E pelo que pude sentir no seu olhar, voce tem determinacao para concluir seus objetivos. So os guerreiros mais bravos demonstram isso.\n\n- Certo... O que vai acontecer comigo entao?\n\n- Voce disse que queria saber mais sobre ``A bruxa'', nao e? Estou te levando para o lugar onde ela fica.\n\n- Serio? E verdade?\n\n- Eu acredito que voce e o unico capaz de dar um fim a isso, pois da para perceber que voce esta bem mais a frente do nosso tempo em termos de... recursos.\n\n- Pode ser... Mas porque so agora esta colocando tanta fe em mim?\n\n- Porque existe uma lenda na nossa tribo que diz: ``Na noite mais escura, um guerreiro que ultrapassaria todas as expectativas do povo, iria ao encontro do mal que assola a tribo e tempos de paz viriam depois de sua partida para a luta''. Claro que a lenda nao diz se o ``guerreiro'' volta vivo ou morto.\n\n- Isso por acaso e para me assustar?\n\n- Voce acha? Se for, podemos voltar para a tribo.\n\n- Nao fui tao longe para desistir agora, quero continuar.\n\n- Pelo visto, voce tem mesmo determinacao. Isso e bom.\n\nFicamos alguns minutos caminhando, ate pararmos perto de um monte de pedacos de madeira juntadas no chao.\n\n- Bom, esse e o limite ate onde eu posso seguir. A partir daqui, voce esta por sua conta.\n\n- Quero agradecer por ter me levado ate aqui e me dar a chance de provar a minha pesquisa.\n\n- So estou colocando fe em voce porque quero trazer paz a minha tribo. E acho que voce sera capaz disso.\n\n- O que acontece se eu nao conseguir?\n\n- Voce vira picadinho na fogueira.\n\n- O-O que?\n\n- Bem, faca o que tiver que ser feito e por favor, traga paz ao meu povo.\n\n- Sim... prometo.\n\nContinuei seguindo em frente e conforme eu andava, eu comecei a ouvir o som de agua caindo, eu devia estar perto de uma cachoeira.\n\nConforme eu andava, eu percebia que a vegetacao ficava mais viva, com plantas coloridas e passaros cantando. Aproveitei a chance para tirar algumas fotos do lugar. Quando estava tirando fotos, comecei a ouvir um som... parecia uma mulher cantando... esse som mexeu comigo, pois era... lindo e pacifico, segui o som ate chegar perto de uma cachoeira... meus olhos nao estavam acreditando no que eu estava vendo.\n\nEu cheguei a achar que estava louco, pois a suposta ``mulher''... era na verdade... uma mistura de humano com raposa. Me escondi atras de algumas pedras grandes para nao ser visto, pois... eu nao sabia o que pensar nesse momento. Eu nunca tinha ouvido falar de uma especie hibrida de humano com raposa, nem sabia se era isso mesmo... mas... eu queria observar ela, estudar seus comportamentos... sem pensar duas vezes, modifiquei as lentes da minha camera e me preparei para registrar ela.\n\nEnquanto eu tirava fotos dela... eu... tenho vergonha de dizer isso, pois isso e errado, mas... eu comecei a sentir atracao pelo corpo dela, pois... o corpo dela era perfeito para mim, nao conseguia achar defeitos nele... sem falar... que eu estava adorando ver a agua cair naqueles lindos peitos que ela tinha.\n\nAcabou que quando fui mexer o pe, pisei num galho por acidente e tive que me esconder. So nesse momento, lembrei do que o indio me falou sobre ela ter matado outros homens... eu estava ferrado. Escutei um barulho de pisar no chao, quando olhei devagar para o lado... ela estava de pe... me encarando com aqueles olhos azuis brilhantes. Acabei caindo no chao, pois eu nao conseguia levantar para correr, eu estava com medo dela. Ela comecou a me olhar com uma cara feia e se aproximou de mim. Eu fechei os olhos achando que seria meu fim.\n\n- HUMANO!\n\nEla gritou de um jeito que espantou todos os passaros proximos de onde estavamos.\n\nQuando cai no chao, ela colocou a pata dela no meu pescoco. Era perigoso eu me mexer, pois ela tinha garras grossas.\n\n- Por favor... Nao me mate...\n\n- NAO ERA ISSO QUE VOCE QUERIA FAZER COMIGO?\n\n- NAO! EU JURO!\n\n- Voces humanos sao muito despreziveis, so pensam em voces proprios. Nao importa o quanto eu me esconda, voces acabam sempre me achando e SEMPRE, DESTROEM TUDO!\n\n- Eu juro que sou diferente deles... concordo com o que voce esta dizendo.\n\n- E MENTIRA! VOCE SO VEIO AQUI POR CAUSA DAQUELES HUMANOS ARROGANTES!\n\n- NAO! Eu vim porque... eu queria... estudar voce.\n\n- Me estudar? Interessante... Continue!\n\nLevei um tempo explicando a ela qual era a razao de eu estar aqui e provando que eu nao era igual aos outros humanos que tentaram matar ela.\n\n- Entao, voce e um humano que estuda animais?\n\n- Sim.\n\n- Voce deveria estudar mais a sua propria especie!\n\nEla tirou as garras do meu pescoco e com isso, consegui me levantar.\n\n- Desculpe se minha ``especie'' e tao desprezivel, mas eu nao tenho culpa!\n\n- Como nao? O que voce faz para impedir a extincao de especies? As cacas? A destruicao das florestas?\n\n- Eu... procuro convencer as pessoas atraves do meu trabalho a importancia do meio ambiente e dos animais. Eu sei que nao e o suficiente, mas pelo menos e melhor do que ficar parado e ``isolado''.\n\n- Voce e muito insolente humano!\n\nEla me jogou novamente no chao com uma forca que nunca senti antes.\n\n- Voce e o humano mais atrevido que ja conheci nesses anos todos.\n\n- Olha, eu estou cansado de lutar. Ja pensei inumeras vezes em desistir de tudo que eu acredito. Sabe o que me impediu de fazer isso? Voce!\n\nNaquele momento, ela ficou quieta e sua expressao de raiva e odio mudou para algo do tipo... pensativa.\n\n- Quando descobri a seu respeito, eu vi uma nova oportunidade de fazer algo diferente do que ja fiz em toda minha vida. Mas estou vendo que meu esforco foi em vao...\n\nEla continuava pensativa e em silencio...\n\n- Eu consigo sentir uma energia diferente vinda de voce... tem algo... peculiar em voce... mas nao consigo descrever o que seria.\n\n- Voce... se importa se eu me levantar?\n\n- Ok. Mas se tentar algo, eu corto sua garganta.\n\n- Ja disse que nao vim fazer mal a ninguem!\n\n- Sei... entao o que estava fazendo atras das pedras?\n\nMeu rosto ficou vermelho nesse momento, mas eu nao podia me dar ao luxo de mentir para ela e ser morto por nada.\n\nEu... estava tirando fotos de voce se lavando na cachoeira.\n\nNesse momento, ela ficou com o rosto vermelho tambem. Ela se aproximou de mim e me deu um tapa na cara.\n\nPLASH!\n\nNaquele momento, fiquei com o rosto virado e evitei contato nos olhos dela.\n\n- Voce e o primeiro humano que diz apreciar meu corpo. Voce realmente e peculiar...\n\nEla se aproximou de mim e... me beijou.\n\n- Gostou?\n\n- Sim...\n\n- Voce... quer mais?\n\n- Tenho medo de responder isso.\n\n- Entao, deixe eu tomar a lideranca.\n\nEla se abaixou e comecou a tirar o cinto da minha calca, fiquei com medo nessa hora, pois nao sabia se era prudente o que estava acontecendo, mas... deixei me levar pelo momento.\n\nEla abaixou minhas calcas e depois a minha cueca, revelando meu penis para ela.\n\n- Nossa! Para um humano como voce... eu diria que voce esta acima da media.\n\nFiquei com o rosto pegando fogo quando ela disse isso. Eu estava morrendo de vergonha, apesar de estar gostando.\n\n- Voce acha?\n\n- Sim... e eu quero muito provar ele.\n\nEla se agachou e comecou a lamber o meu penis suavemente. Confesso que estava com medo dela, mas a maneira como ela estava lambendo o meu penis me fez querer mais e acabei abaixando a guarda, naquele momento, eu me deixei ser a proxima vitima.\n\n- Esta gostando?\n\n- Sim...\n\n- Nao pare...\n\nEla comecou a aumentar o ritmo, aos poucos eu ia ficando cada vez mais excitado e ela estava conseguindo despertar em mim os meus ``extintos primitivos''. Acabou que eu nao aguentei e ejaculei dentro da boca dela, entrei em panico nessa hora.\n\n- Desculpe! Eu nao...\n\nMas ela parecia estar gostando daquilo tudo, tanto que ela tirou meu penis da boca dela e deixou parte do meu semen cair no rosto dela.\n\n- Isso foi incrivel... Qual e o seu nome?\n\n- Marcelo... Posso saber o seu?\n\n- Me chamo Renamon.\n\n- Prazer em... conhece-la.\n\n- Renamon... posso fazer algumas perguntas a voce?\n\n- Depende do que voce quer saber.\n\n- Eu ja te contei o que eu faco da vida, gostaria de saber mais sobre voce.\n\n- Seu interesse por mim e mesmo muito grande.\n\nFiquei com o rosto meio vermelho de vergonha, mas ``aquilo'' que fizemos, eu nao conseguia tirar da minha cabeca, eu tentava nao pensar nisso, mas... eu acho que nutri algo a mais por essa raposa quando a vi pela primeira vez, eu precisava ser muito cauteloso, pois eu nao sabia como ela reagiria se eu sem querer fizesse algo ``errado''.\n\n- Facamos um trato, eu respondo a todas as suas perguntas, mas no final... voce tera que fazer algo por mim.\n\nAcabei engolindo seco, pois nao sabia se esse favor incluiria minha vida ou ate a minha alma, eu podia estar fazendo um pacto com ela, nao sabia o que fazer naquele momento, mas eu ja tinha ido muito longe para encontra-la e eu nao jogaria essa oportunidade de ouro fora.\n\n- Combinado Renamon.\n\n- Muito bem. Entao, Marcelo? O que voce quer saber sobre mim?\n\n- Renamon, o que voce e? Digo, na realidade. Pois 100% animal voce nao parece ser.\n\n- Voce tem razao, eu nao sou animal e nem humano. Eu sou um Digimon.\n\n- Digimon? Mas o que e isso?\n\n- Eu nao pertenco ao seu mundo Marcelo, so estou aqui porque alguma coisa estava me chamando para esse lugar.\n\n- Chamando? Mas o que seria? Voce e sensitiva?\n\n- Nao exatamente. Me pergunto se voce sera capaz de entender tudo o que estarei te dizendo.\n\n- Porque voce nao tenta? \n\n- Tudo bem. Eu sou de um lugar que na realidade... e a sombra do seu mundo.\n\n- Sombra do meu mundo? Quer dizer... existe outro mundo alem desse?\n\n- Sim. Esse mundo paralelo ao seu se chama Digimundo.\n\n- Onde estamos agora, e uma parte do Digimundo?\n\n- Nao! Seu bobo!\n\nEla comecou a rir de mim, tenho que confessar que a minha pergunta foi meio idiota, mas eu sou um pesquisador, preciso as vezes fazer perguntas idiotas.\n\n- Voce quer que eu mostre a voce o que e o Digimundo?\n\n- E capaz disso? Por favor, se puder eu quero sim.\n\n- Segure minha pata. E por favor, evite sair de perto de mim.\n\nQuando segurei a pata dela, se abriu uma especie de portal na nossa frente. Era possivel ver um outro mundo do outro lado. Fomos caminhando ate atravessar o portal, quando chegamos do outro lado, o portal se fechou.\n\n- Chegamos Marcelo. Estamos no Digimundo.\n\nEu nao podia acreditar naquilo, esse tal de ``digimundo'' era... lindo. Eu via um campo esverdeado, cheio de nuvens, estava ensolarado, tinha plantas tambem. Eu via tambem outras especies de animais tambem nesse novo mundo que a renamon estava me mostrando, comecei a tirar fotos de tudo o que eu podia, era muita coisa nunca vista antes e catalogada.\n\n- Estou vendo que voce gostou do Digimundo.\n\n- Renamon... esse lugar e incrivelmente lindo. Nunca vi essa biodiversidade em nenhum outro lugar do mundo, essa riqueza, essa paz.\n\n- Tem outra coisa que nao expliquei a voce. Quando eu disse que o Digimundo era a sombra do seu mundo, eu quis dizer que tudo isso que voce esta vendo aqui... sao dados de computador.\n\n- Como? Dados de computador? Nao pode ser, nos acabamos de nos tocar, voce teria que ser um fantasma, um holograma.\n\n- Por isso que eu falei para voce se preparar, pois muita coisa voce nao entenderia de imediato. Quer uma prova? Esta vendo aquele lago? Tente tocar a agua com a sua mao.\n\nCaminhei em direcao ao lago, quando me abaixei para tocar a agua, eu percebi uma especie de distorcao na agua, como se fosse um holograma. Mas o estranho, era que eu conseguia sentir ela nas minhas maos, eu ate consegui beber ela. Como isso era possivel?\n\nContinuamos caminhando pelo digimundo, tanto que eu percebia coisas estranhas. As vezes, comecava do nada a chover, fazer calor, o tempo ficava nublado. Tambem os lugares, nao tinha apenas vegetacao, tinha pequenos vilarejos, tinha tambem copias de predios e de monumentos que eu ja tinha visto em outros lugares da Terra. Renamon estava certa, eu teria que ter a mente muito aberta para aguentar essa carga de informacoes, era muita coisa para processar.\n\nAcabamos entrando em... parecia um pedaco da Orla de Copacabana? Mas sem a praia?\n\nRenamon me levou ate um bar, onde tinha outro... Digimon? E assim que esses animais aqui se chamam? Esse Digimon era o barman do lugar.\n\n- Ora,ora. Veja quem votou.\n\n- E bom te ver tambem, Bancho Leomon.\n\n- Quem e esse cara renamon?\n\n- Nao esquenta Bancho, ele esta de passagem comigo.\n\n- Certo... o que voce vai querer?\n\n- Me de dois copos daquela bebida azul.\n\nEu nao sei porque, mas apesar do bar nao estar cheio, os poucos digimons que estavam ali, olhavam o tempo todo para mim, alguns pareciam olhar com estranheza e outros com raiva.\n\n- Obrigado Bancho!\n\n- Ate mais Renamon.\n\nO tal de bancho olhou para mim com um olhar que parecia que ele me rasgaria ao meio, nao sei porque eu estava sendo tratado com tanta hostilidade.\n\n- Renamon, porque...\n\n- Eu explico quando sairmos daqui.\n\nSaimos do bar e comecamos a caminhar pela calcada que tinha ali.\n\n- Marcelo, muitos digimons nunca viram um humano aqui e os poucos que viram... bem, digamos que eles nao vao com a sua cara.\n\n- Mas o que foi o que eu fiz de errado?\n\n- Nao e voce Marcelo. Muitos digimons acabam tendo experiencias ruins quando vao parar no seu mundo. Muitos acabam nunca mais voltando. E os poucos que voltam, guardam um grande rancor pelos humanos, pois da mesma forma que voces humanos hostilizam o desconhecido, os digimons tambem sentem o mesmo.\n\n- Eu sou o unico humano aqui Renamon?\n\n- Neste instante, voce e. Mas pode existir outros humanos iguais a voce vagando por ae no Digimundo. Nunca me aventurei para saber.\n\n- Marcelo, esta comecando a anoitecer, vou levar voce para um lugar que eu conheco.\n\nFomos caminhando ate chegar num lugar que parecia um vilarejo japones por causa das casas e detalhes ao redor. Entramos em uma das casas, estava vazia.\n\n- Podemos passar a noite aqui. Fique tranquilo, ninguem ira nos incomodar.\n\nA casa era pequena, mas... para ser sincero, era o tipo de lugar que eu gostaria de morar, era simples, silencioso e o pouco que tinha, era o bastante para mim. O que mais apreciei era uma escrivaninha que eu poderia usar para escrever minhas anotacoes e trabalhar em minhas pesquisas.\n\nEu coloquei minha bolsa e meu caderno em cima da escrivaninha e comecei a fazer varias anotacoes sobre as minhas descobertas, era muita coisa para escrever em poucas paginas.\n\nQuando terminei de escrever o mais importante, eu acabei dando falta da renamon, ela nao estava por perto.\n\n- Renamon? Cade voce?\n\nEu podia escutar o barulho de agua caindo de uma das salas. Quando entrei, era tipo um banheiro com sauna, mas no lugar de um chuveiro, tinha uma fonte com agua morna caindo numa piscina. A renamon estava se banhando de novo... era uma cena muito bonita de se ver.\n\n- Porque nao entra junto comigo? A agua esta otima.\n\n- Eu posso?\n\n- Esta na hora de cumprir parte do acordo que fizemos. Entra logo!\n\nEu fui tirando as minhas roupas e entrei na piscina junto com a Renamon. Meu coracao estava batendo muito rapido naquele momento, pois era dificil eu nao sentir atracao pelo corpo da renamon e eu ja sentia desde o inicio que ela estava flertando comigo. Ela estava de costas e eu fui em direcao a ela. Ela fez com que eu segurasse os quadris dela, ela colocou a cabeca dela para tras e me beijou. A partir daquele momento, eu nao estava conseguindo mais segurar o desejo que eu estava sentindo por ela. Comecei a passar as maos naqueles lindos peitos que ela tinha, eram macios e bons de se passar a mao.\n\n- Voce gosta dos meus peitos?\n\n- Sao muito lindos...\n\n- Nao se contenha. Deixe o que esta no seu coracao se libertar.\n\nEu comecei a descer minha mao ate a vagina dela, comecei a acariciar com o dedo. A renamon parecia gostar do que eu estava fazendo, pois ela nao queria que eu parasse. Fui passando a mao e alisando aquela linda vagina que ela tinha, era muito prazeroso tocar ali. Ficamos trocando caricias e beijos por um bom tempo no banho, mas aquilo ainda estava longe de terminar.\n\nA renamon saiu junto comigo do banho, quando terminamos de nos secar com as toalhas que tinham ali, ela nao deixou eu me vestir, ela queria que eu continuasse nu. Ela pegou na minha mao e me levou ate a cama que tinha na casa e se deitou comigo.\n\n- Marcelo... tenho uma pergunta que quero que voce responda com sinceridade.\n\n- O que e Renamon?\n\n- Voce me ama?\n\nMeu coracao parece que recebeu uma dose de adrenalina naquele momento, pois era uma pergunta muito direta e inesperada. Mas quem eu estou tentando enganar? Desde o momento que vi ela na cachoeira, eu me apaixonei, foi amor a primeira vista, eu apenas estava mentindo para mim o tempo todo. Era hora de abrir o jogo e acabar com aquele jogo de aparencias. \n\n- Sim, renamom. Eu amo voce.\n\n- Voce foi o unico humano que demonstrou afeto e carinho por mim. Quero ser muito mais do que apenas um Digimon para voce.\n\n- Renamon...\n\nAcabamos nos beijando intensivamente, eu podia sentir o calor do corpo dela, nos pareciamos duas fenix em chamas num amor infinito. Chegou um momento, que ela deitou a vagina dela em cima do meu penis e disse:\n\n- Marcelo, eu quero acasalar com voce.\n\n- Eu tambem. Fique tranquila, teremos muitos filhos juntos.\n\nEu sabia que era loucura e impossivel aquilo, mas o desejo e a fantasia extravasaram a racionalidade.\n\nA renamon pegou meu penis ereto e posicionou perto da vagina dela.\n\n- Vai devagar.\n\n- Pode deixar.\n\nEla foi descendo devagar, sentindo o meu penis aos poucos penetrando a vagina dela. Quando finalmente meu penis estava completamente dentro dela, ela comecou a levantar e sentar no meu penis suavemente e foi acelerando o ritmo aos poucos.\n\n- Renamon...\n\n- Marcelo...\n\nEra uma sensacao muito boa, a vagina dela era muito quente e apertada, nao havia homem que resistisse aquele corpo belo. Eu ja estava vendo que a vagina dela estava ficando cada vez mais molhada e eu estava quase chegando no final.\n\n- Renamon, eu vou...\n\n- Vai! Encha meu utero com suas sementes.\n\n- Eu nao vou aguentar...\n\nE finalmente, eu ejaculei dentro dela, mas ela queria mais. Desta vez, ela ficou de quatro e me pediu algo curioso.\n\n- Marcelo, quero que enquanto estiver me penetrando, demonstre papel de dominante.\n\n- Mas porque? Eu nao estou sendo o suficiente?\n\n- Esta sim, amor. Mas quero algo um pouco mais forte. Quero que puxe a minha cauda com forca e morda meu pescoco.\n\n- Nossa, por essa eu nao esperava. Mas gostei da ideia.\n\nComo ela desejou, comecei a penetrar ela por tras e puxava a bela cauda dela com forca, era linda e macia, dava gosto de sentir ela no meu rosto. Fui me inclinando um pouco para a frente ate alcancar o pescoco dela e dei leves mordidas, ambos estavamos adorando aquilo.\n\n- Isso Marcelo! Mostre que voce e o dominante!\n\n- Pode deixar, te mostrarei.\n\nEu adorava sentir o calor do corpo dela, o cheiro, a presenca dela, era irresistivel. Chegou o momento que era a hora de eu ejacular novamente.\n\n- Renamon, eu vou gozar!\n\n- Nao goze ainda! Segure mais um pouco!\n\n- Eu vou gozar! Eu vou... ahhhhmmmmm.\n\nCai em cima dela de tao exausto que eu estava. Ela e eu ficamos nos beijando antes que dormir.\n\n- Renamon... eu sempre te amarei.\n\n- Eu tambem sempre te amarei Marcelo. Sempre.\n\nEu estava muito cansado daquela incrivel noite que acabamos de ter e a ultima coisa que vi antes de dormir, foi a renamon dormir abracada junto comigo.\n\n \n\n??? de ??? de ???\n\nNa manha seguinte, pude sentir a luz do sol entrando em nosso quarto. Quando virei de lado, vi uma cena muito linda da renamon se espreguicando, ate nisso ela despertava desejo em mim.\n\n- Bom dia Amor!\n\n- Bom dia querida! Ja disseram que voce fica linda se espreguicando?\n\n- kkkkkk, nunca! Voce foi o primeiro.\n\n- Bom para mim, ruim para a concorrencia.\n\nComecamos a rir naquele momento, acho que eu nao era o unico que estava me sentindo bem durante anos, a renamon parecia sentir o mesmo.\n\n- Querido, eu preparei o nosso cafe. Venha se sentar na mesa.\n\n- Ja vou, amor.\n\nNos sentamos na mesa. A comida do Digimundo nao era diferente da Terra, para dizer a verdade, achava ate mais saborosa e gostosa o suco e as torradas do que aquela porcaria sem gosto que eu comia antes. Enquanto tomavamos cafe, eu e a renamon falavamos mais sobre nos, nossas experiencias de vida, o que fariamos em seguida.\n\n- Querido, e a sua pesquisa? Voce ainda pretende continuar ela?\n\n- Eu nao tenho certeza Renamon. Ao mesmo tempo que estou feliz de voce ter mostrado para mim esse lindo mundo com varias especies diferentes de digimons para eu estudar... eu tenho receio de revelar as minhas descobertas.\n\n- Parece que voce agora esta comecando a entender porque e muito perigoso revelar a existencia dos digimons para a sua especie.\n\n- Sim... infelizmente e verdade. Muitas descobertas que foram criadas para o bem foram usadas para o mal, tenho receio de fazerem mal aos digimons se eu revelar o que descobri.\n\n- Entao, o que voce pretende fazer?\n\n- Revelar minhas pesquisas, fora de cogitacao... renamon, posso perguntar uma coisa?\n\n- O que voce quiser amor.\n\n- Ja que nao e mais segredo o que sentimos um pelo outro... voce me deixaria morar e viver ao seu lado, aqui no digimundo? Me ajudando com as pesquisas?\n\n- Morar... viver ao meu lado?\n\n- Sim.\n\n- SIM!SIM!SIM!\n\nRenamon pulou em cima de mim me abracando e me beijando com tanta felicidade que eu ate fiquei sem reacao. Mas fiquei contente dela ter me deixado ficar com ela aqui no digimundo, pois aqui eu poderia estudar e fazer novas descobertas sem depender de financiamentos ou aprovacoes de ninguem. Para dizer a verdade, eu nao queria mais voltar para a Terra, eu nao tinha mais familia, todos eram colegas de trabalho e devido a minha insignificancia nos ultimos anos, ninguem sentiria a minha falta, nem aquele militar safado que ficou de me buscar.\n\n- Renamon, quando nos conhecemos na cachoeira, voce disse que eu tinha uma energia peculiar. O que isso quer dizer?\n\n- Marcelo, uma coisa de cada vez. Pode deixar que voce vai aprender tudo sobre os digimons, nao se preocupe com isso agora.\n\n- Tudo bem. Depois falaremos sobre isso.\n\nTerminando de tomar cafe, vesti as minhas roupas de pesquisador e preparei meu caderno de anotacoes para as novas descobertas que eu faria a partir de hoje. Quando estavamos para sair da casa, renamon segurou na minha mao e disse:\n\n- Nao se preocupe querido. Eu protegerei voce de qualquer Digimon que tente fazer mal a voce.\n\n- Querida, assim voce me faz me sentir um fracote. Eu posso defender voce tambem.\n\n- Os digimons sao mais fortes do que voce pensa, eles podem matar voce. Quando digo isso, eu falo serio. Quer me defender? Entao evite entrar em conflito com qualquer Digimon. Na hora certa, voce sabera que e muito mais forte e inteligente do que pensa, confie em mim.\n\n- Tudo bem querida, eu prometo.\n\n14 de agosto de 2015\n\nEnquanto isso na Terra...\n\nNa manha seguinte, o Coronel foi ate o local onde me buscaria, obviamente eu nao estava la. Mas no meu lugar, foi o indio que me levou ate a renamon, ele foi falar com o Coronel.\n\n- O que aconteceu com o fotografo?\n\n- Ele livrou a minha tribo de uma desgraca, mas ao custo da vida dele.\n\n- Esta dizendo que ele morreu?\n\n- Nao. Minha tribo vasculhou o local onde ficava ``A bruxa'', foi onde o fotografo ficou. Nao encontraram o corpo dele.\n\nNaquele momento, o Coronel acendeu um cigarro para fumar.\n\n- Bem, entao se nao tem corpo... nao tem nenhuma outra evidencia de que ele esteve aqui, nao e?\n\n- Lamento que nao.\n\n- Que pena. Apesar de nao ir com a cara dele, nao queria que terminasse assim.\n\n- Ele se sacrificou para livrar o meu povo de um mal maior. So por isso, a nossa tribo sera eternamente grata a ele e nos lembraremos dele.\n\n- Voces indios com suas lendas para turistas! Tenho mais o que fazer.\n\nO Coronel jogou o cigarro no chao e apagou pisando com o sapato. Ele voltou para o carro e saiu daquele lugar deserto. Enquanto diria...\n\n- Outro cara que desaparece dessa forma... eu ainda vou descobrir o que sao essas criaturas misticas que os indios tanto temem.\n\nEnquanto ele falava, no banco do carona tinha um mapa do Brasil com varias marcacoes de pessoas desaparecidas em circunstancias estranhas, mas todas com algo em comum: Relatos de animais misticos que poucos ou ninguem jamais viu e vitimas atraidas pela curiosidade, desaparecem em seguida.\n\n[center]FIM[/center]\n\n",
  "writing_bbcode_parsed": "<span style='word-wrap: break-word;'>Autor: Gabriel B. de Carvalho (Frame9000).<br /><br />Historia 100% escrita por um brasileiro.<br /><br />PREFACIO<br /><br />Meu nome e Marcelo, sou um fotografo apaixonado pela fauna brasileira. Sou formado em zoologia e sempre estou a procura de animais nas matas e florestas para estudar e registrar seus comportamentos. Sempre escuto lendas dos nativos da regiao sobre espiritos e animais que sao magicos, que podem fazer mal a forasteiros como eu, mas nunca deixei essas lendas sobreporem a minha razao. Ate que num certo dia... uma das lendas... mudou para sempre o meu modo de vida, ate... meu amor pelo meu trabalho.<br /><br />_____________________________________________________________________________<br /><br />13 de agosto de 2015<br /><br />Durante minhas investigacoes, eu consegui cruzar informacoes sobre um pequeno vilarejo que fica perto do Rio Amazonas, sobre uma especie de raposa que nunca foi catalogada ate hoje. Os Indios parecem temer bastante essa especie, pois eles se referem a ela como ``A bruxa dos portais&#039;&#039;, eles falam que todos na regiao sao instruidos a nunca chegar perto dela, onde de acordo com os caciques das tribos, ``A bruxa&#039;&#039; costuma aparecer quando suas vitimas estao sozinhas e desaparece com seu corpo, onde a vitima nunca mais e vista.<br /><br />Isso ja era motivo o suficiente para abrir uma investigacao, tanto que enquanto escrevo no meu caderno de anotacoes, estou num aviao pequeno a caminho da Amazonia, ``O berco da Biodiversidade&#039;&#039;.<br /><br />Chegando no aeroporto local, eu ja podia perceber... um certo abandono pelo governo local. Nao tinha placas sinalizando os lugares e a falta de pessoas para poder pedir informacoes dificultou muito o meu trajeto. Ate que depois de andar um pouco aos arredores, achei um pequeno bar com varios homens bebendo, eram homens com roupas de caca e fardas do exercito brasileiro. Eu estava com sede e pedi para que o barman me trouxesse uma lata de cerveja, como era de se esperar, a bebida estava quente porque o congelador nao estava funcionando direito. Eu abri meu mapa sobre a mesa e comecei a procurar onde eu deveria marcar o caminho ate a vila, ate que der repente um homem velho com roupa de cacador sentou do meu lado.<br /><br />- Precisando de ajuda?<br /><br />- Talvez... Senhor...<br /><br />- Me chame de Coronel.<br /><br />- Prazer Coronel. Eu me chamo Marcelo.<br /><br />- Estou vendo que esta tendo problemas com a bussola.<br /><br />- Sim... eu estou tentando chegar nesse lugar aqui do mapa (apontei meu dedo no mapa).<br /><br />O velho ja comecou a me olhar diferente nesse momento.<br /><br />- Serio? Voce quer mesmo ir para esse lugar?<br /><br />- Porque a preocupacao?<br /><br />- Nah, nao estou preocupado com voce. E sim comigo.<br /><br />- Como assim?<br /><br />- Esse lugar onde voce quer ir, vive um povo muito estranho e esquisito. Nao gosto deles.<br /><br />- Eu preciso chegar la, por causa da pesquisa que estou fazendo.<br /><br />- Olha, amigo. Nao tem ninguem aqui com coragem para te levar ate la. Apenas eu conheco o caminho...e claro... se voce quiser tanto chegar la... podemos fazer... negocios.<br /><br />- Certo... Quanto o senhor cobra para me levar e trazer de volta?<br /><br />- Nao vamos falar de valores aqui. Esta vendo aquela caminhonete? Venha comigo e discutiremos os termos do acordo.<br /><br />- Certo.<br /><br />Eu fui com o coronel ate a caminhonete dele. Chegando ate la, comecamos a discutir o acordo.<br /><br />- Essa area onde voce quer ir, e muito isolada, perigosa a noite e a cidade mais proxima fica a quilometros de distancia. Entao vai ser assim: Hoje, eu vou levar voce ate la antes do entardecer e amanha volto para te buscar pela manha. Tudo, ida e volta ficarao por R$ 10.000.<br /><br />- O que? R$ 10.000? Mas e muita coisa Coronel!<br /><br />- Como eu disse, sou o unico da area que faz esse trajeto. Voce escolhe amigo.<br /><br />Eu achei aquilo uma exploracao, ele estava se aproveitando da precariedade para lucrar em cima de mim. Mas... se eu conseguir comprovar a existencia da raposa, vou recuperar tudo que gastei ate agora e ate posso ser chamado para entrevistas, ganhar um premio da academia de zoologia, ate mesmo financiamentos para novas pesquisas. Entao... acho que vale a pena o risco.<br /><br />- Fechado.<br /><br />Abri a minha bolsa de viagem e entreguei ao coronel quase todo dinheiro que eu tinha. O pior, foi ter que esperar o coronel contar as notas e ver se alguma era ``falsa&#039;&#039;.<br /><br />- Tudo certo. Entao, vamos nessa.<br /><br />Segui viagem com o coronel. No caminho, ele foi me dando avisos sobre os animais da area e os perigos que devo evitar. A viagem foi tao longa que acabei dormindo um pouco.<br /><br />- Ei! Marcelo!<br /><br />Era o coronel me chamando.<br /><br />- Chegamos. Agora, pegue suas coisas, siga em frente ate o final dessa trilha e amanha esteja aqui me esperando, se voce nao estiver aqui, eu vou embora sem voce. Entendeu?<br /><br />- Sim Senhor.<br /><br />O coronel deu meia volta com o carro e foi embora me deixando sozinho numa estrada cheia de grama que quase nao dava para ver as marcas de pneus e cercada por uma densa floresta.<br /><br />Abri minha mochila e tratei de pegar minha camera fotografica para registrar as especies de animais que eu fosse encontrando no caminho.<br /><br />Passei boa parte do meu tempo caminhando pelas beiradas da floresta e as vezes eu entrava um pouco mais a fundo na esperanca de fotografar animais. Acabou que nessa brincadeira, eu consegui registrar varias especies de aves, mamiferos, repteis e insetos ja conhecidos e catalogados. <br /><br />Apesar de ainda nao ter encontrado o que eu procurava, eu estava feliz de estar andando num lugar que ``ainda&#039;&#039; nao foi destruido pelo homem. Era muito bom sentir o cheiro de plantas no lugar daquela fumaca de poluicao da cidade e tambem o barulho das aves cantando era mais suave e toleravel do que daquele barulho enlouquecedor do transito e poluicao sonora dos grandes centros urbanos. <br /><br />Muitas vezes ja pensei em me mudar para um lugar mais tranquilo, mas nao era tao simples assim... eu queria largar tudo, deixar tudo para tras para ter uma vida mais pacata e anonima, mas parece que isso e praticamente impossivel nos tempos de hoje, pois o ``homem&#039;&#039; esta cada vez mais dominando todos os pedacinhos de terra dos continentes e esta ficando cada vez mais dificil controlar o crescimento populacional. <br /><br />Esse e um dos motivos porque eu quis ser fotografo, para fugir dessas coisas que me desagradam e me aproximar cada vez mais dos animais.<br /><br />Ja estava anoitecendo e eu ainda caminhava pela estrada sem encontrar a tribo que era a unica que ainda vivia nessa area da floresta. Houve um momento que... eu percebi que a floresta estava muito silenciosa, era estranho porque antes tinha animais fazendo barulho.<br /><br />Quando decidi parar de andar e olhar o mapa, percebi que a distancia que eu percorri, nao batia com a informacao do mapa, a impressao que senti... era que eu nao estava saindo do lugar.<br /><br />Continuei andando ate anoitecer, acabou que eu so tinha a luz da minha lanterna para me guiar pelo caminho, pois para minha ``sorte&#039;&#039; a lua estava coberta justamente quando eu mais precisava da luz dela.<br /><br />Repentinamente, comeco a ouvir barulho de galhos sendo quebrados. Eu ja imaginava que pudesse ser uma Onca-pintada, pois elas costumam cacar a noite. Eu comecei a ver o brilho de 2 olhos dentro na floresta, apontei a lanterna para espantar o animal, mas o efeito foi o inverso do que eu esperava. A Onca deu um rugido de que atacaria e comecou a correr na minha direcao, eu sai correndo desesperado pela estrada gritando por ajuda, apesar de saber que essa minha atitude era errada pelas coisas que aprendi. Chegou num ponto que eu tropecei no chao e cai de jeito que torci o pe, impossibilitando de correr. A Onca comecou a se aproximar de mim e eu tentava me afastar dela me arrastando para tras, mas nao teve muito efeito, pois a onca se preparou para me atacar, nesse momento fechei os olhos pois sabia que aquele seria meu fim. Do nada, escuto um barulho peculiar de algo que foi arremessado contra o chao, quando abri os olhos, vi que era uma lanca que tentaram arremessar na onca, a onca andou para tras para nao ser acertada, mas depois ela deu meia volta e foi embora. Eu perdi a consciencia naquele momento, pois minha agua tinha acabado e eu estava andando varias horas sem parar.<br /><br />Enquanto eu estava recobrando a consciencia, eu conseguia ouvir algumas vozes. ``Achamos um homem branco!&#039;&#039;, ``Temos que mata-lo!&#039;&#039;, ``Ele nao deveria estar aqui, sera nosso fim.&#039;&#039;.<br /><br />Quando comecei a abri os olhos, eu estava deitado no chao e tinha um indio apontando uma lanca para meu rosto.<br /><br />- Quem e voce?<br /><br />- Tenho sede, pode-<br /><br />- PERGUNTEI QUEM E VOCE?<br /><br />- MEU NOME E MARCELO! SOU FOTOGRAFO E ZOOLOGO!<br /><br />- O QUE VOCE QUER NAS NOSSAS TERRAS FORASTEIRO?<br /><br />- NADA! EU APENAS ESTOU ESTUDANDO A LENDA QUE OS NATIVOS FALAM!<br /><br />- ...Que lenda?<br /><br />- ``A bruxa&#039;&#039;. Eu estou aqui para investigar essa lenda tao temida por voces.<br /><br />- Entao... voce quase morreu na floresta so para saber se ``A bruxa&#039;&#039; existe?<br /><br />- Sim...<br /><br />- Certo... Vou pegar um pouco de agua para voce.<br /><br />O indio pegou uma vasilha de madeira com agua e me deu para beber. Eu nunca valorizei tanto a agua na minha vida nesse momento. Terminei bebendo toda a agua da vasilha.<br /><br />- Obrigado.<br /><br />- Nao somos tao ``selvagens&#039;&#039; como seu povo costuma dizer.<br /><br />- Desculpe por isso, mas sou diferente deles.<br /><br />- Diferente como? Voce e branco, veste roupas, usa invencoes de brancos e veio da cidade. Em que categoria de ``branco&#039;&#039; voce nao se encaixa?<br /><br />- Eu nao sou a parte do meu ``povo&#039;&#039; que invadiu suas terras e fez todo tipo de atrocidade que queriam. Eu defendo a paz, nao o conflito.<br /><br />- Como vou saber que voce nao e outro mercenario querendo roubar nossas terras?<br /><br />- Se eu fosse um deles... voces nao estariam vivos... Nao acredita? Olhe a minha mochila! Tem documentos que comprovam o que estou dizendo!<br /><br />O indio pegou minha mochila e comecou a revirar ela olhando as minhas anotacoes.<br /><br />- Aparentemente, voce parece estar dizendo a verdade.<br /><br />- Mas eu estou!<br /><br />- Isso quem vai decidir e o lider da tribo. Verdade ou nao, voce nao pode ficar aqui. Amanha quando clarear, alguns dos meus homens vao levar voce de volta para a estrada.<br /><br />- Espere! Eu nao posso ir embora sem antes investigar a veracidade da lenda! E o trabalho da minha vida e joguei tudo fora pela verdade!<br /><br />- Voce nao sabe o que esta fazendo. Desde que ``A bruxa&#039;&#039; apareceu, muitos homens meus morreram tentando matar ela. Desde entao, o lider proibiu todos da tribo de passar pelo caminho onde ela espreita.<br /><br />- Voce nao pode nem pelo menos confirmar a aparencia dela? Ela se assemelha a uma raposa?<br /><br />- Basta! Eu sou o unico que esta aturando voce falar, voce sabia que a sua presenca aqui deixou todos da minha tribo assustados? Alguns queriam matar voce e eu nao deixei por clemencia a sua vida. E agora... o unico gesto que espero de voce e a decencia de ir embora amanha com suas coisas e nunca mais voltar.<br /><br />- Mas...<br /><br />Naquele momento, ele apontou a lanca para mim.<br /><br />- Se meus homens pegarem voce andando fora dessa tenda, nao poderei fazer nada para impedi-los de matar voce. A menos... que voce queira morrer.<br /><br />Fiquei em silencio contra minha vontade nesse momento.<br /><br />- Agora branco, coma algumas coisas que deixei para voce passar a noite e durma, pois, amanha voce sera expulso dessa tribo e NUNCA, NUNCA MAIS, voce vai voltar. Estamos entendidos?<br /><br />- Sim...<br /><br />Naquele momento, o indio deixou a tenda e eu fiquei sozinho.<br /><br />Eu nao conseguia entender porque eles tem tanto receio de que eu investigue a veracidade da lenda. Porque quem estaria arriscando a vida era eu e eu nao faco parte do ``povo&#039;&#039; dele.<br /><br />Durante a noite, passei o tempo escrevendo no meu caderno de anotacoes o que eu descobri ate agora... que foi pouco ou nada... com o tempo, acabei dormindo.<br /><br />Nao tinha amanhecido ainda, mas fui acordado pelo mesmo indio que tinha me interrogado.<br /><br />- Nao faca perguntas e nenhum barulho. Apenas me siga em silencio.<br /><br />Peguei minha mochila e fui com ele para fora da tenda. Andando pela tribo, eu percebi que todos ainda estavam dormindo e nao vi outros indios pelo caminho.<br /><br />Entramos na mata e continuamos caminhando ate que o indio comecou a falar comigo.<br /><br />- Voce disse que quer investigar ``A bruxa&#039;&#039;. E pelo que pude sentir no seu olhar, voce tem determinacao para concluir seus objetivos. So os guerreiros mais bravos demonstram isso.<br /><br />- Certo... O que vai acontecer comigo entao?<br /><br />- Voce disse que queria saber mais sobre ``A bruxa&#039;&#039;, nao e? Estou te levando para o lugar onde ela fica.<br /><br />- Serio? E verdade?<br /><br />- Eu acredito que voce e o unico capaz de dar um fim a isso, pois da para perceber que voce esta bem mais a frente do nosso tempo em termos de... recursos.<br /><br />- Pode ser... Mas porque so agora esta colocando tanta fe em mim?<br /><br />- Porque existe uma lenda na nossa tribo que diz: ``Na noite mais escura, um guerreiro que ultrapassaria todas as expectativas do povo, iria ao encontro do mal que assola a tribo e tempos de paz viriam depois de sua partida para a luta&#039;&#039;. Claro que a lenda nao diz se o ``guerreiro&#039;&#039; volta vivo ou morto.<br /><br />- Isso por acaso e para me assustar?<br /><br />- Voce acha? Se for, podemos voltar para a tribo.<br /><br />- Nao fui tao longe para desistir agora, quero continuar.<br /><br />- Pelo visto, voce tem mesmo determinacao. Isso e bom.<br /><br />Ficamos alguns minutos caminhando, ate pararmos perto de um monte de pedacos de madeira juntadas no chao.<br /><br />- Bom, esse e o limite ate onde eu posso seguir. A partir daqui, voce esta por sua conta.<br /><br />- Quero agradecer por ter me levado ate aqui e me dar a chance de provar a minha pesquisa.<br /><br />- So estou colocando fe em voce porque quero trazer paz a minha tribo. E acho que voce sera capaz disso.<br /><br />- O que acontece se eu nao conseguir?<br /><br />- Voce vira picadinho na fogueira.<br /><br />- O-O que?<br /><br />- Bem, faca o que tiver que ser feito e por favor, traga paz ao meu povo.<br /><br />- Sim... prometo.<br /><br />Continuei seguindo em frente e conforme eu andava, eu comecei a ouvir o som de agua caindo, eu devia estar perto de uma cachoeira.<br /><br />Conforme eu andava, eu percebia que a vegetacao ficava mais viva, com plantas coloridas e passaros cantando. Aproveitei a chance para tirar algumas fotos do lugar. Quando estava tirando fotos, comecei a ouvir um som... parecia uma mulher cantando... esse som mexeu comigo, pois era... lindo e pacifico, segui o som ate chegar perto de uma cachoeira... meus olhos nao estavam acreditando no que eu estava vendo.<br /><br />Eu cheguei a achar que estava louco, pois a suposta ``mulher&#039;&#039;... era na verdade... uma mistura de humano com raposa. Me escondi atras de algumas pedras grandes para nao ser visto, pois... eu nao sabia o que pensar nesse momento. Eu nunca tinha ouvido falar de uma especie hibrida de humano com raposa, nem sabia se era isso mesmo... mas... eu queria observar ela, estudar seus comportamentos... sem pensar duas vezes, modifiquei as lentes da minha camera e me preparei para registrar ela.<br /><br />Enquanto eu tirava fotos dela... eu... tenho vergonha de dizer isso, pois isso e errado, mas... eu comecei a sentir atracao pelo corpo dela, pois... o corpo dela era perfeito para mim, nao conseguia achar defeitos nele... sem falar... que eu estava adorando ver a agua cair naqueles lindos peitos que ela tinha.<br /><br />Acabou que quando fui mexer o pe, pisei num galho por acidente e tive que me esconder. So nesse momento, lembrei do que o indio me falou sobre ela ter matado outros homens... eu estava ferrado. Escutei um barulho de pisar no chao, quando olhei devagar para o lado... ela estava de pe... me encarando com aqueles olhos azuis brilhantes. Acabei caindo no chao, pois eu nao conseguia levantar para correr, eu estava com medo dela. Ela comecou a me olhar com uma cara feia e se aproximou de mim. Eu fechei os olhos achando que seria meu fim.<br /><br />- HUMANO!<br /><br />Ela gritou de um jeito que espantou todos os passaros proximos de onde estavamos.<br /><br />Quando cai no chao, ela colocou a pata dela no meu pescoco. Era perigoso eu me mexer, pois ela tinha garras grossas.<br /><br />- Por favor... Nao me mate...<br /><br />- NAO ERA ISSO QUE VOCE QUERIA FAZER COMIGO?<br /><br />- NAO! EU JURO!<br /><br />- Voces humanos sao muito despreziveis, so pensam em voces proprios. Nao importa o quanto eu me esconda, voces acabam sempre me achando e SEMPRE, DESTROEM TUDO!<br /><br />- Eu juro que sou diferente deles... concordo com o que voce esta dizendo.<br /><br />- E MENTIRA! VOCE SO VEIO AQUI POR CAUSA DAQUELES HUMANOS ARROGANTES!<br /><br />- NAO! Eu vim porque... eu queria... estudar voce.<br /><br />- Me estudar? Interessante... Continue!<br /><br />Levei um tempo explicando a ela qual era a razao de eu estar aqui e provando que eu nao era igual aos outros humanos que tentaram matar ela.<br /><br />- Entao, voce e um humano que estuda animais?<br /><br />- Sim.<br /><br />- Voce deveria estudar mais a sua propria especie!<br /><br />Ela tirou as garras do meu pescoco e com isso, consegui me levantar.<br /><br />- Desculpe se minha ``especie&#039;&#039; e tao desprezivel, mas eu nao tenho culpa!<br /><br />- Como nao? O que voce faz para impedir a extincao de especies? As cacas? A destruicao das florestas?<br /><br />- Eu... procuro convencer as pessoas atraves do meu trabalho a importancia do meio ambiente e dos animais. Eu sei que nao e o suficiente, mas pelo menos e melhor do que ficar parado e ``isolado&#039;&#039;.<br /><br />- Voce e muito insolente humano!<br /><br />Ela me jogou novamente no chao com uma forca que nunca senti antes.<br /><br />- Voce e o humano mais atrevido que ja conheci nesses anos todos.<br /><br />- Olha, eu estou cansado de lutar. Ja pensei inumeras vezes em desistir de tudo que eu acredito. Sabe o que me impediu de fazer isso? Voce!<br /><br />Naquele momento, ela ficou quieta e sua expressao de raiva e odio mudou para algo do tipo... pensativa.<br /><br />- Quando descobri a seu respeito, eu vi uma nova oportunidade de fazer algo diferente do que ja fiz em toda minha vida. Mas estou vendo que meu esforco foi em vao...<br /><br />Ela continuava pensativa e em silencio...<br /><br />- Eu consigo sentir uma energia diferente vinda de voce... tem algo... peculiar em voce... mas nao consigo descrever o que seria.<br /><br />- Voce... se importa se eu me levantar?<br /><br />- Ok. Mas se tentar algo, eu corto sua garganta.<br /><br />- Ja disse que nao vim fazer mal a ninguem!<br /><br />- Sei... entao o que estava fazendo atras das pedras?<br /><br />Meu rosto ficou vermelho nesse momento, mas eu nao podia me dar ao luxo de mentir para ela e ser morto por nada.<br /><br />Eu... estava tirando fotos de voce se lavando na cachoeira.<br /><br />Nesse momento, ela ficou com o rosto vermelho tambem. Ela se aproximou de mim e me deu um tapa na cara.<br /><br />PLASH!<br /><br />Naquele momento, fiquei com o rosto virado e evitei contato nos olhos dela.<br /><br />- Voce e o primeiro humano que diz apreciar meu corpo. Voce realmente e peculiar...<br /><br />Ela se aproximou de mim e... me beijou.<br /><br />- Gostou?<br /><br />- Sim...<br /><br />- Voce... quer mais?<br /><br />- Tenho medo de responder isso.<br /><br />- Entao, deixe eu tomar a lideranca.<br /><br />Ela se abaixou e comecou a tirar o cinto da minha calca, fiquei com medo nessa hora, pois nao sabia se era prudente o que estava acontecendo, mas... deixei me levar pelo momento.<br /><br />Ela abaixou minhas calcas e depois a minha cueca, revelando meu penis para ela.<br /><br />- Nossa! Para um humano como voce... eu diria que voce esta acima da media.<br /><br />Fiquei com o rosto pegando fogo quando ela disse isso. Eu estava morrendo de vergonha, apesar de estar gostando.<br /><br />- Voce acha?<br /><br />- Sim... e eu quero muito provar ele.<br /><br />Ela se agachou e comecou a lamber o meu penis suavemente. Confesso que estava com medo dela, mas a maneira como ela estava lambendo o meu penis me fez querer mais e acabei abaixando a guarda, naquele momento, eu me deixei ser a proxima vitima.<br /><br />- Esta gostando?<br /><br />- Sim...<br /><br />- Nao pare...<br /><br />Ela comecou a aumentar o ritmo, aos poucos eu ia ficando cada vez mais excitado e ela estava conseguindo despertar em mim os meus ``extintos primitivos&#039;&#039;. Acabou que eu nao aguentei e ejaculei dentro da boca dela, entrei em panico nessa hora.<br /><br />- Desculpe! Eu nao...<br /><br />Mas ela parecia estar gostando daquilo tudo, tanto que ela tirou meu penis da boca dela e deixou parte do meu semen cair no rosto dela.<br /><br />- Isso foi incrivel... Qual e o seu nome?<br /><br />- Marcelo... Posso saber o seu?<br /><br />- Me chamo Renamon.<br /><br />- Prazer em... conhece-la.<br /><br />- Renamon... posso fazer algumas perguntas a voce?<br /><br />- Depende do que voce quer saber.<br /><br />- Eu ja te contei o que eu faco da vida, gostaria de saber mais sobre voce.<br /><br />- Seu interesse por mim e mesmo muito grande.<br /><br />Fiquei com o rosto meio vermelho de vergonha, mas ``aquilo&#039;&#039; que fizemos, eu nao conseguia tirar da minha cabeca, eu tentava nao pensar nisso, mas... eu acho que nutri algo a mais por essa raposa quando a vi pela primeira vez, eu precisava ser muito cauteloso, pois eu nao sabia como ela reagiria se eu sem querer fizesse algo ``errado&#039;&#039;.<br /><br />- Facamos um trato, eu respondo a todas as suas perguntas, mas no final... voce tera que fazer algo por mim.<br /><br />Acabei engolindo seco, pois nao sabia se esse favor incluiria minha vida ou ate a minha alma, eu podia estar fazendo um pacto com ela, nao sabia o que fazer naquele momento, mas eu ja tinha ido muito longe para encontra-la e eu nao jogaria essa oportunidade de ouro fora.<br /><br />- Combinado Renamon.<br /><br />- Muito bem. Entao, Marcelo? O que voce quer saber sobre mim?<br /><br />- Renamon, o que voce e? Digo, na realidade. Pois 100% animal voce nao parece ser.<br /><br />- Voce tem razao, eu nao sou animal e nem humano. Eu sou um Digimon.<br /><br />- Digimon? Mas o que e isso?<br /><br />- Eu nao pertenco ao seu mundo Marcelo, so estou aqui porque alguma coisa estava me chamando para esse lugar.<br /><br />- Chamando? Mas o que seria? Voce e sensitiva?<br /><br />- Nao exatamente. Me pergunto se voce sera capaz de entender tudo o que estarei te dizendo.<br /><br />- Porque voce nao tenta? <br /><br />- Tudo bem. Eu sou de um lugar que na realidade... e a sombra do seu mundo.<br /><br />- Sombra do meu mundo? Quer dizer... existe outro mundo alem desse?<br /><br />- Sim. Esse mundo paralelo ao seu se chama Digimundo.<br /><br />- Onde estamos agora, e uma parte do Digimundo?<br /><br />- Nao! Seu bobo!<br /><br />Ela comecou a rir de mim, tenho que confessar que a minha pergunta foi meio idiota, mas eu sou um pesquisador, preciso as vezes fazer perguntas idiotas.<br /><br />- Voce quer que eu mostre a voce o que e o Digimundo?<br /><br />- E capaz disso? Por favor, se puder eu quero sim.<br /><br />- Segure minha pata. E por favor, evite sair de perto de mim.<br /><br />Quando segurei a pata dela, se abriu uma especie de portal na nossa frente. Era possivel ver um outro mundo do outro lado. Fomos caminhando ate atravessar o portal, quando chegamos do outro lado, o portal se fechou.<br /><br />- Chegamos Marcelo. Estamos no Digimundo.<br /><br />Eu nao podia acreditar naquilo, esse tal de ``digimundo&#039;&#039; era... lindo. Eu via um campo esverdeado, cheio de nuvens, estava ensolarado, tinha plantas tambem. Eu via tambem outras especies de animais tambem nesse novo mundo que a renamon estava me mostrando, comecei a tirar fotos de tudo o que eu podia, era muita coisa nunca vista antes e catalogada.<br /><br />- Estou vendo que voce gostou do Digimundo.<br /><br />- Renamon... esse lugar e incrivelmente lindo. Nunca vi essa biodiversidade em nenhum outro lugar do mundo, essa riqueza, essa paz.<br /><br />- Tem outra coisa que nao expliquei a voce. Quando eu disse que o Digimundo era a sombra do seu mundo, eu quis dizer que tudo isso que voce esta vendo aqui... sao dados de computador.<br /><br />- Como? Dados de computador? Nao pode ser, nos acabamos de nos tocar, voce teria que ser um fantasma, um holograma.<br /><br />- Por isso que eu falei para voce se preparar, pois muita coisa voce nao entenderia de imediato. Quer uma prova? Esta vendo aquele lago? Tente tocar a agua com a sua mao.<br /><br />Caminhei em direcao ao lago, quando me abaixei para tocar a agua, eu percebi uma especie de distorcao na agua, como se fosse um holograma. Mas o estranho, era que eu conseguia sentir ela nas minhas maos, eu ate consegui beber ela. Como isso era possivel?<br /><br />Continuamos caminhando pelo digimundo, tanto que eu percebia coisas estranhas. As vezes, comecava do nada a chover, fazer calor, o tempo ficava nublado. Tambem os lugares, nao tinha apenas vegetacao, tinha pequenos vilarejos, tinha tambem copias de predios e de monumentos que eu ja tinha visto em outros lugares da Terra. Renamon estava certa, eu teria que ter a mente muito aberta para aguentar essa carga de informacoes, era muita coisa para processar.<br /><br />Acabamos entrando em... parecia um pedaco da Orla de Copacabana? Mas sem a praia?<br /><br />Renamon me levou ate um bar, onde tinha outro... Digimon? E assim que esses animais aqui se chamam? Esse Digimon era o barman do lugar.<br /><br />- Ora,ora. Veja quem votou.<br /><br />- E bom te ver tambem, Bancho Leomon.<br /><br />- Quem e esse cara renamon?<br /><br />- Nao esquenta Bancho, ele esta de passagem comigo.<br /><br />- Certo... o que voce vai querer?<br /><br />- Me de dois copos daquela bebida azul.<br /><br />Eu nao sei porque, mas apesar do bar nao estar cheio, os poucos digimons que estavam ali, olhavam o tempo todo para mim, alguns pareciam olhar com estranheza e outros com raiva.<br /><br />- Obrigado Bancho!<br /><br />- Ate mais Renamon.<br /><br />O tal de bancho olhou para mim com um olhar que parecia que ele me rasgaria ao meio, nao sei porque eu estava sendo tratado com tanta hostilidade.<br /><br />- Renamon, porque...<br /><br />- Eu explico quando sairmos daqui.<br /><br />Saimos do bar e comecamos a caminhar pela calcada que tinha ali.<br /><br />- Marcelo, muitos digimons nunca viram um humano aqui e os poucos que viram... bem, digamos que eles nao vao com a sua cara.<br /><br />- Mas o que foi o que eu fiz de errado?<br /><br />- Nao e voce Marcelo. Muitos digimons acabam tendo experiencias ruins quando vao parar no seu mundo. Muitos acabam nunca mais voltando. E os poucos que voltam, guardam um grande rancor pelos humanos, pois da mesma forma que voces humanos hostilizam o desconhecido, os digimons tambem sentem o mesmo.<br /><br />- Eu sou o unico humano aqui Renamon?<br /><br />- Neste instante, voce e. Mas pode existir outros humanos iguais a voce vagando por ae no Digimundo. Nunca me aventurei para saber.<br /><br />- Marcelo, esta comecando a anoitecer, vou levar voce para um lugar que eu conheco.<br /><br />Fomos caminhando ate chegar num lugar que parecia um vilarejo japones por causa das casas e detalhes ao redor. Entramos em uma das casas, estava vazia.<br /><br />- Podemos passar a noite aqui. Fique tranquilo, ninguem ira nos incomodar.<br /><br />A casa era pequena, mas... para ser sincero, era o tipo de lugar que eu gostaria de morar, era simples, silencioso e o pouco que tinha, era o bastante para mim. O que mais apreciei era uma escrivaninha que eu poderia usar para escrever minhas anotacoes e trabalhar em minhas pesquisas.<br /><br />Eu coloquei minha bolsa e meu caderno em cima da escrivaninha e comecei a fazer varias anotacoes sobre as minhas descobertas, era muita coisa para escrever em poucas paginas.<br /><br />Quando terminei de escrever o mais importante, eu acabei dando falta da renamon, ela nao estava por perto.<br /><br />- Renamon? Cade voce?<br /><br />Eu podia escutar o barulho de agua caindo de uma das salas. Quando entrei, era tipo um banheiro com sauna, mas no lugar de um chuveiro, tinha uma fonte com agua morna caindo numa piscina. A renamon estava se banhando de novo... era uma cena muito bonita de se ver.<br /><br />- Porque nao entra junto comigo? A agua esta otima.<br /><br />- Eu posso?<br /><br />- Esta na hora de cumprir parte do acordo que fizemos. Entra logo!<br /><br />Eu fui tirando as minhas roupas e entrei na piscina junto com a Renamon. Meu coracao estava batendo muito rapido naquele momento, pois era dificil eu nao sentir atracao pelo corpo da renamon e eu ja sentia desde o inicio que ela estava flertando comigo. Ela estava de costas e eu fui em direcao a ela. Ela fez com que eu segurasse os quadris dela, ela colocou a cabeca dela para tras e me beijou. A partir daquele momento, eu nao estava conseguindo mais segurar o desejo que eu estava sentindo por ela. Comecei a passar as maos naqueles lindos peitos que ela tinha, eram macios e bons de se passar a mao.<br /><br />- Voce gosta dos meus peitos?<br /><br />- Sao muito lindos...<br /><br />- Nao se contenha. Deixe o que esta no seu coracao se libertar.<br /><br />Eu comecei a descer minha mao ate a vagina dela, comecei a acariciar com o dedo. A renamon parecia gostar do que eu estava fazendo, pois ela nao queria que eu parasse. Fui passando a mao e alisando aquela linda vagina que ela tinha, era muito prazeroso tocar ali. Ficamos trocando caricias e beijos por um bom tempo no banho, mas aquilo ainda estava longe de terminar.<br /><br />A renamon saiu junto comigo do banho, quando terminamos de nos secar com as toalhas que tinham ali, ela nao deixou eu me vestir, ela queria que eu continuasse nu. Ela pegou na minha mao e me levou ate a cama que tinha na casa e se deitou comigo.<br /><br />- Marcelo... tenho uma pergunta que quero que voce responda com sinceridade.<br /><br />- O que e Renamon?<br /><br />- Voce me ama?<br /><br />Meu coracao parece que recebeu uma dose de adrenalina naquele momento, pois era uma pergunta muito direta e inesperada. Mas quem eu estou tentando enganar? Desde o momento que vi ela na cachoeira, eu me apaixonei, foi amor a primeira vista, eu apenas estava mentindo para mim o tempo todo. Era hora de abrir o jogo e acabar com aquele jogo de aparencias. <br /><br />- Sim, renamom. Eu amo voce.<br /><br />- Voce foi o unico humano que demonstrou afeto e carinho por mim. Quero ser muito mais do que apenas um Digimon para voce.<br /><br />- Renamon...<br /><br />Acabamos nos beijando intensivamente, eu podia sentir o calor do corpo dela, nos pareciamos duas fenix em chamas num amor infinito. Chegou um momento, que ela deitou a vagina dela em cima do meu penis e disse:<br /><br />- Marcelo, eu quero acasalar com voce.<br /><br />- Eu tambem. Fique tranquila, teremos muitos filhos juntos.<br /><br />Eu sabia que era loucura e impossivel aquilo, mas o desejo e a fantasia extravasaram a racionalidade.<br /><br />A renamon pegou meu penis ereto e posicionou perto da vagina dela.<br /><br />- Vai devagar.<br /><br />- Pode deixar.<br /><br />Ela foi descendo devagar, sentindo o meu penis aos poucos penetrando a vagina dela. Quando finalmente meu penis estava completamente dentro dela, ela comecou a levantar e sentar no meu penis suavemente e foi acelerando o ritmo aos poucos.<br /><br />- Renamon...<br /><br />- Marcelo...<br /><br />Era uma sensacao muito boa, a vagina dela era muito quente e apertada, nao havia homem que resistisse aquele corpo belo. Eu ja estava vendo que a vagina dela estava ficando cada vez mais molhada e eu estava quase chegando no final.<br /><br />- Renamon, eu vou...<br /><br />- Vai! Encha meu utero com suas sementes.<br /><br />- Eu nao vou aguentar...<br /><br />E finalmente, eu ejaculei dentro dela, mas ela queria mais. Desta vez, ela ficou de quatro e me pediu algo curioso.<br /><br />- Marcelo, quero que enquanto estiver me penetrando, demonstre papel de dominante.<br /><br />- Mas porque? Eu nao estou sendo o suficiente?<br /><br />- Esta sim, amor. Mas quero algo um pouco mais forte. Quero que puxe a minha cauda com forca e morda meu pescoco.<br /><br />- Nossa, por essa eu nao esperava. Mas gostei da ideia.<br /><br />Como ela desejou, comecei a penetrar ela por tras e puxava a bela cauda dela com forca, era linda e macia, dava gosto de sentir ela no meu rosto. Fui me inclinando um pouco para a frente ate alcancar o pescoco dela e dei leves mordidas, ambos estavamos adorando aquilo.<br /><br />- Isso Marcelo! Mostre que voce e o dominante!<br /><br />- Pode deixar, te mostrarei.<br /><br />Eu adorava sentir o calor do corpo dela, o cheiro, a presenca dela, era irresistivel. Chegou o momento que era a hora de eu ejacular novamente.<br /><br />- Renamon, eu vou gozar!<br /><br />- Nao goze ainda! Segure mais um pouco!<br /><br />- Eu vou gozar! Eu vou... ahhhhmmmmm.<br /><br />Cai em cima dela de tao exausto que eu estava. Ela e eu ficamos nos beijando antes que dormir.<br /><br />- Renamon... eu sempre te amarei.<br /><br />- Eu tambem sempre te amarei Marcelo. Sempre.<br /><br />Eu estava muito cansado daquela incrivel noite que acabamos de ter e a ultima coisa que vi antes de dormir, foi a renamon dormir abracada junto comigo.<br /><br />&nbsp;<br /><br />??? de ??? de ???<br /><br />Na manha seguinte, pude sentir a luz do sol entrando em nosso quarto. Quando virei de lado, vi uma cena muito linda da renamon se espreguicando, ate nisso ela despertava desejo em mim.<br /><br />- Bom dia Amor!<br /><br />- Bom dia querida! Ja disseram que voce fica linda se espreguicando?<br /><br />- kkkkkk, nunca! Voce foi o primeiro.<br /><br />- Bom para mim, ruim para a concorrencia.<br /><br />Comecamos a rir naquele momento, acho que eu nao era o unico que estava me sentindo bem durante anos, a renamon parecia sentir o mesmo.<br /><br />- Querido, eu preparei o nosso cafe. Venha se sentar na mesa.<br /><br />- Ja vou, amor.<br /><br />Nos sentamos na mesa. A comida do Digimundo nao era diferente da Terra, para dizer a verdade, achava ate mais saborosa e gostosa o suco e as torradas do que aquela porcaria sem gosto que eu comia antes. Enquanto tomavamos cafe, eu e a renamon falavamos mais sobre nos, nossas experiencias de vida, o que fariamos em seguida.<br /><br />- Querido, e a sua pesquisa? Voce ainda pretende continuar ela?<br /><br />- Eu nao tenho certeza Renamon. Ao mesmo tempo que estou feliz de voce ter mostrado para mim esse lindo mundo com varias especies diferentes de digimons para eu estudar... eu tenho receio de revelar as minhas descobertas.<br /><br />- Parece que voce agora esta comecando a entender porque e muito perigoso revelar a existencia dos digimons para a sua especie.<br /><br />- Sim... infelizmente e verdade. Muitas descobertas que foram criadas para o bem foram usadas para o mal, tenho receio de fazerem mal aos digimons se eu revelar o que descobri.<br /><br />- Entao, o que voce pretende fazer?<br /><br />- Revelar minhas pesquisas, fora de cogitacao... renamon, posso perguntar uma coisa?<br /><br />- O que voce quiser amor.<br /><br />- Ja que nao e mais segredo o que sentimos um pelo outro... voce me deixaria morar e viver ao seu lado, aqui no digimundo? Me ajudando com as pesquisas?<br /><br />- Morar... viver ao meu lado?<br /><br />- Sim.<br /><br />- SIM!SIM!SIM!<br /><br />Renamon pulou em cima de mim me abracando e me beijando com tanta felicidade que eu ate fiquei sem reacao. Mas fiquei contente dela ter me deixado ficar com ela aqui no digimundo, pois aqui eu poderia estudar e fazer novas descobertas sem depender de financiamentos ou aprovacoes de ninguem. Para dizer a verdade, eu nao queria mais voltar para a Terra, eu nao tinha mais familia, todos eram colegas de trabalho e devido a minha insignificancia nos ultimos anos, ninguem sentiria a minha falta, nem aquele militar safado que ficou de me buscar.<br /><br />- Renamon, quando nos conhecemos na cachoeira, voce disse que eu tinha uma energia peculiar. O que isso quer dizer?<br /><br />- Marcelo, uma coisa de cada vez. Pode deixar que voce vai aprender tudo sobre os digimons, nao se preocupe com isso agora.<br /><br />- Tudo bem. Depois falaremos sobre isso.<br /><br />Terminando de tomar cafe, vesti as minhas roupas de pesquisador e preparei meu caderno de anotacoes para as novas descobertas que eu faria a partir de hoje. Quando estavamos para sair da casa, renamon segurou na minha mao e disse:<br /><br />- Nao se preocupe querido. Eu protegerei voce de qualquer Digimon que tente fazer mal a voce.<br /><br />- Querida, assim voce me faz me sentir um fracote. Eu posso defender voce tambem.<br /><br />- Os digimons sao mais fortes do que voce pensa, eles podem matar voce. Quando digo isso, eu falo serio. Quer me defender? Entao evite entrar em conflito com qualquer Digimon. Na hora certa, voce sabera que e muito mais forte e inteligente do que pensa, confie em mim.<br /><br />- Tudo bem querida, eu prometo.<br /><br />14 de agosto de 2015<br /><br />Enquanto isso na Terra...<br /><br />Na manha seguinte, o Coronel foi ate o local onde me buscaria, obviamente eu nao estava la. Mas no meu lugar, foi o indio que me levou ate a renamon, ele foi falar com o Coronel.<br /><br />- O que aconteceu com o fotografo?<br /><br />- Ele livrou a minha tribo de uma desgraca, mas ao custo da vida dele.<br /><br />- Esta dizendo que ele morreu?<br /><br />- Nao. Minha tribo vasculhou o local onde ficava ``A bruxa&#039;&#039;, foi onde o fotografo ficou. Nao encontraram o corpo dele.<br /><br />Naquele momento, o Coronel acendeu um cigarro para fumar.<br /><br />- Bem, entao se nao tem corpo... nao tem nenhuma outra evidencia de que ele esteve aqui, nao e?<br /><br />- Lamento que nao.<br /><br />- Que pena. Apesar de nao ir com a cara dele, nao queria que terminasse assim.<br /><br />- Ele se sacrificou para livrar o meu povo de um mal maior. So por isso, a nossa tribo sera eternamente grata a ele e nos lembraremos dele.<br /><br />- Voces indios com suas lendas para turistas! Tenho mais o que fazer.<br /><br />O Coronel jogou o cigarro no chao e apagou pisando com o sapato. Ele voltou para o carro e saiu daquele lugar deserto. Enquanto diria...<br /><br />- Outro cara que desaparece dessa forma... eu ainda vou descobrir o que sao essas criaturas misticas que os indios tanto temem.<br /><br />Enquanto ele falava, no banco do carona tinha um mapa do Brasil com varias marcacoes de pessoas desaparecidas em circunstancias estranhas, mas todas com algo em comum: Relatos de animais misticos que poucos ou ninguem jamais viu e vitimas atraidas pela curiosidade, desaparecem em seguida.<br /><br /><div class='align_center'>FIM</div><br /><br /></span>",
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